Próximo sorteio: concurso 3037 em 28/07/2026 · prêmio estimado de R$ 78 milhões
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Estatísticas da Mega-Sena

A frequência real de todas as 60 dezenas, concurso a concurso

Esta é a base estatística completa da Mega-Sena: quantas vezes cada uma das 60 dezenas foi sorteada desde o primeiro concurso, em 1996. Abaixo você encontra a tabela integral, a distribuição por faixa de dezena, o equilíbrio entre pares e ímpares e, o mais importante, a leitura honesta do que esses números realmente significam para quem aposta.

A base em números

Concursos analisados 3.036 desde 11/03/1996
Dezenas sorteadas 18.216 6 por concurso
Média por dezena 303,6 aparições esperadas
Amplitude 105 entre a 10 e a 26

Base atualizada até o concurso 3036 (26/07/2026). Verificação de integridade: 18.216 ÷ 6 = 3.036 concursos. ✓

Frequência das 60 dezenas

Tabela completa ordenada da dezena mais sorteada para a menos sorteada.

Frequência histórica de cada uma das 60 dezenas
#DezenaVezes %Distribuição
1 10 354 1,94%
2 53 343 1,88%
3 05 331 1,82%
4 37 328 1,80%
5 27 327 1,80%
6 32 325 1,78%
7 33 325 1,78%
8 42 324 1,78%
9 17 323 1,77%
10 34 323 1,77%
11 38 322 1,77%
12 30 321 1,76%
13 44 320 1,76%
14 11 319 1,75%
15 35 319 1,75%
16 04 319 1,75%
17 23 318 1,75%
18 43 318 1,75%
19 46 318 1,75%
20 56 318 1,75%
21 54 314 1,72%
22 28 313 1,72%
23 41 311 1,71%
24 13 311 1,71%
25 16 311 1,71%
26 06 309 1,70%
27 49 308 1,69%
28 36 307 1,69%
29 52 306 1,68%
30 51 306 1,68%
31 24 303 1,66%
32 02 301 1,65%
33 08 301 1,65%
34 29 299 1,64%
35 45 299 1,64%
36 14 298 1,64%
37 25 298 1,64%
38 50 297 1,63%
39 01 297 1,63%
40 58 296 1,62%
41 60 295 1,62%
42 19 295 1,62%
43 20 295 1,62%
44 59 292 1,60%
45 09 292 1,60%
46 18 290 1,59%
47 47 290 1,59%
48 39 289 1,59%
49 57 287 1,58%
50 40 287 1,58%
51 07 285 1,56%
52 12 283 1,55%
53 48 282 1,55%
54 31 282 1,55%
55 03 281 1,54%
56 15 273 1,50%
57 22 273 1,50%
58 55 260 1,43%
59 21 256 1,41%
60 26 249 1,37%

Distribuição por faixa de dezena

Cada faixa reúne 10 dezenas, então o esperado é que cada uma concentre cerca de 16,7% dos sorteios. Veja o comportamento real:

FaixaSorteiosParticipaçãoDistribuição
01 a 10 3.070 16,85%
11 a 20 2.998 16,46%
21 a 30 2.957 16,23%
31 a 40 3.107 17,06%
41 a 50 3.067 16,84%
51 a 60 3.017 16,56%

Repare que todas as faixas ficam muito próximas de 16,7%. Isso é a evidência mais direta de que o sorteio é uniforme, e por que a faixa de 32 a 60, sistematicamente ignorada por quem joga datas de aniversário, sai exatamente tanto quanto as outras.

Pares e ímpares

Dezenas pares sorteadas 9.154 50,25% do total
Dezenas ímpares sorteadas 9.062 49,75% do total

O equilíbrio praticamente perfeito entre pares e ímpares confirma a uniformidade do sorteio. Não existe vantagem em montar jogos com proporção específica, porque combinações 3/3, 4/2 ou 6/0 têm exatamente a mesma chance de sair.

O teste que separa padrão de coincidência

Se o sorteio fosse viciado, a dispersão entre as dezenas seria muito maior que a prevista pela matemática. Comparando o desvio padrão real da base com o desvio teórico de uma distribuição binomial perfeitamente aleatória:

Desvio padrão observado20,03 aparições
Desvio padrão esperado (sorteio aleatório)16,53 aparições
Razão observado / esperado1,212

A razão está próxima de 1,0, exatamente o que se espera de um sorteio justo. A variação entre as dezenas é ruído estatístico, não tendência. Na prática: o histórico da Mega-Sena não tem poder de previsão sobre o próximo concurso.

Desvio esperado calculado por √(n·p·(1−p)), com n = 3.036 concursos e p = 6/60 de chance de cada dezena sair por concurso.

Perguntas frequentes

Existe número mais sorteado na Mega-Sena?

Existe o número que mais saiu até hoje, mas isso não significa que ele tenha maior chance de sair no próximo concurso. Cada sorteio é independente e todas as 60 dezenas têm sempre a mesma probabilidade de 10% por concurso.

De onde vêm esses dados?

A base cobre todos os concursos desde o primeiro sorteio, em 11 de março de 1996. A soma das 60 frequências confere exatamente com o total de dezenas sorteadas no período, o que valida a integridade dos dados.

As estatísticas ajudam a ganhar?

Não aumentam a probabilidade de acerto. O único uso prático real é escolher dezenas menos apostadas por outras pessoas, o que não muda sua chance de ganhar, mas reduz a chance de dividir o prêmio.

Com que frequência os dados são atualizados?

A base é reprocessada periodicamente a partir da API oficial das Loterias CAIXA. A data da última atualização aparece no topo da tabela.

Por que a diferença entre a dezena mais e a menos sorteada é tão grande?

Ela parece grande em números absolutos, mas está dentro da variação estatística esperada. A seção de dispersão desta página compara o desvio observado com o desvio teórico de um sorteio justo.

Vale a pena analisar somas, pares e sequências?

Como exercício de compreensão, sim. Como estratégia para ganhar, não. Todos esses padrões decorrem da contagem de combinações e não oferecem vantagem preditiva.

O que as estatísticas provam e o que elas não provam

Olhando a tabela, é tentador concluir que algumas dezenas saem mais. A dezena 10 apareceu bem mais vezes que a 26, e a diferença passa de cem sorteios. Parece muito. Mas essa é exatamente a leitura que a matemática desmente.

Numa loteria perfeitamente aleatória, com este número de concursos, o desvio padrão esperado entre as dezenas já é da ordem de 16 aparições. Ou seja, uma variação natural de 30 a 50 sorteios entre a dezena mais frequente e a menos frequente é precisamente o que a aleatoriedade produz sozinha. Não é sinal de viés no globo nem de tendência a favor de ninguém.

O teste decisivo é comparar o desvio observado com o desvio teórico, e é isso que a seção de dispersão desta página faz. Quando os dois números ficam próximos, a conclusão é direta: o sorteio se comporta como aleatório, e o histórico não tem poder preditivo algum sobre o próximo concurso.

Então por que publicar as estatísticas?

Porque elas são genuinamente úteis para outra coisa: entender a distribuição de apostas. Dezenas acima de 31 são sistematicamente sub-apostadas porque não cabem em datas de aniversário. Isso não muda sua chance de ganhar, mas muda quanto você levaria caso acertasse. Essa é uma informação real, não superstição.

A Lei dos Grandes Números explicada sem fórmula

A confusão mais comum em estatística de loteria vem de uma leitura errada da Lei dos Grandes Números. Ela é verdadeira, mas quase sempre mal interpretada.

O que a lei diz: conforme o número de sorteios cresce, a frequência relativa de cada dezena converge para 10%, que é a probabilidade teórica de sair em um concurso qualquer.

O que a lei não diz: que uma dezena atrasada será compensada. Não existe mecanismo de compensação em sorteio aleatório.

Como a convergência realmente acontece

Ela acontece por diluição, não por correção. Imagine que a diferença absoluta entre a dezena mais sorteada e a menos sorteada seja de cem aparições. Com três mil concursos, essa diferença representa uma fatia relevante do total. Com trinta mil concursos, a diferença absoluta provavelmente terá crescido em números brutos, mas se tornará uma fração muito menor do total, e os percentuais ficarão mais próximos entre si.

Repare no ponto contraintuitivo: a diferença absoluta tende a aumentar, não diminuir. O que diminui é a diferença percentual. Por isso não faz sentido esperar que uma dezena "corra atrás do prejuízo".

Aplicando ao seu jogo

Se cada dezena tem 10% de chance em cada concurso, independentemente do passado, então nenhuma seleção baseada em histórico melhora sua probabilidade. A tabela desta página é uma descrição do que aconteceu, não uma previsão do que vai acontecer.

Padrões que aparecem no histórico e o que fazer com eles

Ao analisar milhares de sorteios, alguns padrões chamam atenção. Vale examinar cada um com honestidade.

Dezenas consecutivas aparecem com frequência

Muita gente evita marcar números seguidos, achando que "não saem". O histórico mostra o contrário: sorteios com pelo menos duas dezenas consecutivas são bastante comuns. Isso é esperado, porque existem muito mais combinações contendo alguma sequência do que combinações totalmente espalhadas.

Somas extremas são raras, mas por motivo geométrico

A soma das seis dezenas sorteadas costuma cair numa faixa intermediária. Isso não indica tendência: existe apenas uma combinação cuja soma é mínima e uma cuja soma é máxima, enquanto milhares de combinações produzem somas medianas. É consequência da contagem, não de viés.

Repetição de dezenas entre concursos seguidos

É comum uma ou duas dezenas do concurso anterior reaparecerem no seguinte. Também é esperado: com seis dezenas sorteadas entre sessenta, a probabilidade de nenhuma repetir não é tão alta quanto a intuição sugere.

Conclusão prática: todos esses padrões são propriedades da contagem de combinações, não pistas sobre o próximo sorteio. Eles ajudam a entender por que certas combinações parecem mais naturais que outras, mas não oferecem vantagem preditiva.